segunda-feira, 2 de junho de 2014

Recursos e Estratégias em Baixa Tecnologia para alunos com TGD.

Recursos e Estratégias em Baixa Tecnologia para alunos com TGD.



Tecnologia Assistiva é uma expressão utilizada para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e, consequentemente, promover vida independente inclusão. (Schirmer,2007,p.31)
A Comunicação Aumentativa e Alternativa – CAA é uma das áreas da TA que atende pessoas sem fala ou escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade em falar e/ou escrever. Busca, então, através da valorização de todas as formas expressivas do sujeito e da construção de recursos próprios desta metodologia, construir e ampliar sua via de expressão e compreensão...
Recursos como as pranchas de comunicação, construídas com simbologia gráfica (desenhos representativos de idéias), letras ou palavras escritas, são utilizados pelo usuário da CAA para expressar seus questionamentos, desejos, sentimentos e entendimentos.
Aqui temos um exemplo de um calendário que demonstra a rotina de uma criança.

Outro recurso que normalmente consegue prender a atenção das crianças são os Softwares Educacionais com jogos de estimulação cognitiva.


Cada atividade desenvolvida dependerá de uma avaliação prévia do aluno.
As atividades selecionadas podem ser utilizadas em sala de aula, em casa após orientação da família, e no AEE. As pranchas de Comunicação e os jogos de estimulação cognitiva são recursos que devem estar presentes como mais uma opção de trabalho com esses alunos.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Informativo: DMU e Surdocegueira...


Pós-Graduação em AEE-Atendimento Educacional Especializado

INFORMATIVO


Aspectos


DMU


Surdocegueira




Conceito


Deficiência Múltipla é um termo utilizado para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental,
emocional ou de comportamento social.
(MEC-2006)


Surdocegueira é uma terminologia adotada mundialmente para se referir as pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus diferentes...
(Maia-2011)

Semelhanças (Estratégias de Ensino)

*Utilizar objetos de referência;
Caixas de Antecipação;
*Calendários;
*Adequações Visuais;
Materiais didáticos visuais e auditivos;
*TA-Tecnologia Assistiva
*Utilizar objetos de referência;
Caixas de Antecipação;
*Calendários;
*Adequações Visuais;
Materiais didáticos visuais e auditivos;
*TA-Tecnologia Assistiva


Diferenças



*As informações chegam a pessoa com DMU através de canais distantes (audição ou visão) como ponto de referência.
*Comprometimentos que prejudicam o desenvolvimento global e a capacidade adaptativa.
*Surdocegueira não é classificado como deficiência múltipla.
*Seu conhecimento do mundo se faz pelos canais sensoriais proximais (tato,paladar,olfato, cinestésico, vestibular e proprioceptivo).


Necessidades básicas



*Comunicação;
*Posicionamento;
*Desenvolver o Esquema Corporal;
*Perdas Visuais;
*Perdas Auditivas;
*Necessitam de Estímulos dos canais sensoriais;
*Desenvolver o Esquema Corporal;
*Comunicação


Comunicação




*Comunicação Receptiva; *Comunicação Expressiva;
*Comunicação Alternativa.

*Comunicação Receptiva; *Comunicação Expressiva;
*Comunicação Alternativa.



domingo, 9 de março de 2014

Texto para o Blog: PS (Pessoa com Surdez)

Texto Dissertativo com base no texto de Damázio e Ferreira (2007): Educação Escolar de Pessoas com surdez – Atendimento Educacional Especializado – AEE em Construção.


  A nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva vem mostrar que devemos superar os modelos educacionais tradicionais e excludentes, fortalecendo as práticas pedagógicas inclusivas que favorecem o acesso ao conhecimento a todos os alunos.
A Escola Inclusiva deve estar preparada para receber todos os alunos, com ou sem deficiência. Isso é fato! A organização deste ambiente escolar inclusivo deve ser pensado de forma que atenda as necessidades específicas de cada aluno. De acordo com as especificidades deve-se procurar as melhores estratégias ou formas de ensino para que todos tenham acesso ao conhecimento.
No caso das pessoas com surdez, o momento é de concretização de novas práticas pedagógicas que valorizem as potencialidades desses alunos.
O AEE para alunos com surdez, na proposta inclusiva, estabelece como ponto de partida a compreensão e o reconhecimento do potencial e das capacidades dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno desenvolvimento e aprendizagem. O atendimento as necessidades educacionais específicas desses alunos é reconhecido e assegurado por dispositivos legais, que determinam o direito a uma educação bilíngue, em todo o processo educativo. (Alves,2010:9)

Para garantir a esses alunos acesso ao conhecimento e a aprendizagem, a escola precisa se organizar como um ambiente estimulador, rico de possibilidades, onde possam vivenciar e trocar experiências. Nessa perspectiva precisa-se pensar de que forma a pessoa com surdez irá aprender os conteúdos curriculares na escola comum.
A proposta Bilíngue é uma tendência que surgiu da necessidade de se estabelecer uma forma unificada de comunicação, dando direito a pessoa com surdez de utilizar duas línguas. A língua da comunidade ouvinte, oral e escrita, e a língua da comunidade surda, a língua de sinais. Essa proposta, segundo especialista da área, é a mais apropriada, que consegue atender as necessidades das pessoas com surdez.

 Nessa perspectiva, o AEE em construção, refere-se a busca de uma proposta que inclua todos os recursos possíveis, metodologias, estratégias de ensino/aprendizagem, adequações de materiais, parceria com outros profissionais, enfim, todo tipo de recurso que possibilite aos alunos com surdez superar as barreiras encontradas no ambiente escolar.


Além de participar das aulas do ensino comum, o aluno com surdez deve receber atendimento educacional especializado na Sala de Recurso Multifuncional. Esses atendimentos devem acontecer em contra turno a sala comum e organizados de forma a favorecer que esses alunos recebam ensino tanto em libras quanto em língua portuguesa.
Por isso, de acordo com Damázio e Ferreira (2007) : é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptiva-cognitiva... (Pág.50)

Para receber alunos com surdez, o ambiente educacional deve estar preparado para garantir a eles o acesso ao conhecimento. Os recursos pedagógicos serão variados, dentre os quais, materiais concretos e recursos visuais são importantíssimos como mostra a foto abaixo.
A professora do AEE utiliza recursos visuais e a Libras para ensinar o aluno com surdez, em uma Sala de Recurso Multifuncional.




Percebe-se que para alcançar o sucesso de todo processo inclusivo precisa-se rever as práticas pedagógicas existentes e buscar novas práticas. A transformação é fundamental para conseguir atingir novos rumos. A escola inclusiva deve pensar em todos, com suas particularidades, cada aluno é um ser único! Os professores precisam planejar pensando nas dificuldades de cada um. O desafio para os professores consiste em como ensinar o conteúdo para todos os alunos da sala de aula: aluno com surdez, deficiente intelectual, alunos com baixa visão. Enfim, o planejamento deve considerar uma sala totalmente heterogênea, essa é a realidade da escola inclusiva!
Os professores do AEE tem um papel importante e fundamental nesse processo de mediação entre o aluno com deficiência e os professores do ensino comum. Assim como o de garantir que as práticas pedagógicas sejam inovadoras, para atender especificidades de cada aluno.


Referências

DAMÁZIO & FERREIRA. Educação Escolar de Pessoas com surdez – Atendimento Educacional Especializado – AEE em Construção. 2007
Coletânia do MEC. A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar: Abordagem Bilíngue na Escolarização de Pessoas com Surdez. Brasília, 2010.











sábado, 7 de dezembro de 2013

Atividade Pós em AEE - Descrição e Audiodescrição...


Audiodescrição
audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. No Brasil, segundo dados do IBGE, existem aproximadamente 16,5 milhões de pessoas com deficiência visual total e parcial, que encontram-se excluídos da experiência audiovisual e cênica.


acessibilidade nos meios de comunicação é um tema que está em pauta no mundo todo. Os esforços neste sentido visam não apenas proporcionar o acesso a produtos culturais a uma parcela da população que se encontra excluída, como também estabelecer um novo patamar de igualdade baseado na valorização da diversidade.
“Dizem que uma imagem vale mais do que 1000 palavras, pois bem, a audiodescrição é muito mais que as tais 1000 palavras.”
Marco Antonio de Queiroz, cego, autor do site Bengalalegal, em entrevista sobre sua participação como jurado do Festival de Cinema Assim Vivemos 2007.
Descrição

Fonte: adrenalina.uol.com.br/forum/geral/126791-quadrinho-tirinhas-do-Garfield.html

Legenda: tirinha (historinha em quadrinho do garfield)

Descrição: a historinha é composta por 3 quadros. A cena se passa aparentemente em uma sala, coma presença do Garfield, um gato alaranjado com manchas pretas. Além dele participam da quadrinha, seu dono, um rapaz magro, alto, vestido com uma camisa azul clara e uma calça azul escura. Seu dono está sentado em uma poltrona azul, Garfield está deitado no braço do sofá.
De repente passa na frente deles um rato com um biscoito na mão, Garfield sai imediatamente
atrás do rato. Quando retorna vem comedo o biscoito que pegou do rato.

As tirinhas são ótimas sugestões para trabalhar com os alunos, sempre trazem uma mensagem,além das ilustrações. Pode-se desenvolver atividades de leitura, interpretação oral e escrita, produção textual, estimula criatividade e a oralidade.


domingo, 20 de outubro de 2013

Jogos e Atividades para Deficiência Intelectual...

Realizei uma pesquisa na internet buscando por jogos e atividades de estimulação cognitiva para DI. Encontrei muitas sugestões...
 Irei compartilhar algumas com vocês e mostrar algumas que realizo com meus alunos.
 
Gosto muito de trabalhar com histórias, conto-as e depois peço para meus alunos recontá-las.
Dessa forma estou trabalhando capacidades cognitivas, tais como: atenção, memória e linguagem oral.


Gosto também de trabalhar com recursos tecnológicos. Costumo utilizar jogos de estimulação cognitiva. Procuro em "Sites" ou coloco Softwares Educacionais.
Os alunos adoram, são envolventes e atrativos.
Desenvolvem capacidades cognitivas, tais como: coordenação viso-motora, atenção e concentração,
visão espacial, raciocínio lógico, memória, etc.
Achei bem interessante essa atividade de Sequencia Lógica, já realizei atividades parecidas com essa que postei. Faz o aluno raciocinar e buscar formas de solução.

 
 
Outra atividade que sempre utilizo são com quebra-cabeças.
Brincar de montar Quebra-Cabeças é uma delícia. As crianças se empolgam com essa atividade. E é nessa empolgação de um jogo fácil, que ele se torna um grande organizador das funções cerebrais. Os Quebra-Cabeças ajudam a manter a atenção e a concentração, a trabalhar a noção de espaço, o todo e as partes, ensina as noções de analise e síntese, mas principalmente, força a criança a prestar atenção nos detalhes.
 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

TECNOLOGIA ASSISTIVA

"Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas - CAT).



Achei importante esta Tecnologia Assistiva, pois auxilia a pessoa com deficiência física nas atividades da linguagem escrita. É uma adaptação para que as crianças possam participar das atividades propostas junto com seus colegas de classe. Dessa forma, a pessoa com deficiência estará tendo oportunidade de realizar o que os outros fazem, desenvolvendo sua coordenação motora fina e habilidades de leitura e escrita.


domingo, 4 de agosto de 2013

Reflexão sobre o AEE...

Reflexões sobre o AEE



O professor do AEE tem um papel fundamental na escola, pois é ele quem fará o elo de ligação entre o aluno incluso e a comunidade escolar. É ele quem dará as informações necessárias sobre a aprendizagem do aluno ao professor regente. Além das orientações e sugestões de atividades, o professor da SRM (Sala de Recurso Multifuncional) tem a função de confeccionar materiais de apoio a aprendizagem desses alunos e adaptá-los quando necessário.
Para que os alunos frequentem a SRM, primeiramente será realizada uma avaliação com o alunos, onde o professor do AEE consegue diagnosticar as dificuldades e também as potencialidades de cada um.
Outro momento é o da entrevista com a família que possibilita conhecer a história de vida, possivelmente também entender a origem da problemática enfrentada pelo aluno com deficiência. Tanto a avaliação quanto a entrevista, são fundamentais para a realização do estudo de caso.
O conhecimento da realidade do aluno favorece a elaboração de um plano de AEE voltado para as reais necessidades desses alunos. Os objetivos são específicos a cada um, considerando as dificuldades encontradas por eles, desenvolvendo atividades com a intenção de superá-las.
Pode-se concluir que o professor do AEE tem várias funções no ambiente escolar, todas essas funções estão voltadas para um objetivo em comum que é possibilitar de forma efetiva a inclusão real dos alunos com deficiência na rede regular de ensino.
Para que a inclusão seja real deve existir pessoas no ambiente escolar que sejam facilitadores desse processo. O professor do AEE junto a equipe gestora tem essa responsabilidade inicial de agir, movimentar todo esse processo.


 O trabalho em equipe ajudará a garantir o sucesso do processo de inclusão, cabe a cada um fazer a sua parte, desempenhando seu papel.